terça-feira, 27 de janeiro de 2009

domingo, 21 de dezembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O Currículo sob uma óptica crítica

Bobbit, em The curriculum, 1918, defende a escola como empresa, o mesmo acontece em Portugal, nos dias de hoje. Eficiência é a palavra chave. O currículo é uma mecânica, baseado em organização. Segundo Bobbit, “a educação, tal como a fábrica de aço, é um processo de moldagem”. Também, no sistem educativo actual é necessário moldar os estudantes para a sociedade de informação em que irão trabalhar.

O Magalhães massifica o computador portátil por aluno. O quadro interactivo na sala de aula muda tudo. Estamos a criar gerações de produtividade e competitividade a nível mundial. O paradigma professor-aluno tem de mudar porque os alunos estão habituados a estarem ligados. A nível de literacia digital, os professores têm de competir com os alunos. Temos de nos adaptar à nova tecnologia do século XXI. As plataformas de e-learning irão ajudar o processo de ensino-aprendizagem com o ensino a distância. Daqui a três anos, poderemos vir a ter um aluno com computador para cada mil habitantes.

As teorias tradicionais concentravam-se nas formas de organização e elaboração do Currículo. Para as teorias críticas o importante não é desenvolver técnicas de como fazer o currículo, mas desenvolver conceitos que nos permitam compreender o que o currículo faz.

A escola actua ideologicamente através do seu currículo. Althusser enfatizava o papel do conteúdo das matérias escolares na transmissão da ideologia capitalista. A escola privilegia a reprodução da cultura social dominante: os seus valores, os seus gostos, os seus costumes, os seus hábitos, os seus modos de se comportar, de agir. Bourdieu e Passeron em A Reprodução, 1970, criticam esta perspectiva. Os problemas sociais dos alunos e da escola são esquecidos, exige-se que todos os alunos atinjam as mesmas competências, não tendo em consideração a realidade social: escolas degradadas, equipamentos obsoletos, abandono escolar, má alimentação, violência no recinto escolar. Será que o Plano Tecnológico terá em consideração estas diferenças sociais?

Aspectos positivos e negativos do PTE – Plano Tecnológico

Numa perspectiva curricular tradicional, o plano tecnológico centra-se na modernização, inovação e qualificação, pretendendo preparar os alunos para o mundo do trabalho da Sociedade de Informação que irão enfrentar quando sairem da escola. É direccional, instrumento de Estado, com metas bem definidas, dando as mesmas oportunidades a todos os alunos, independentemente da classe social a que pertencem ou da escola que frequentam. Do ponto de vista das TIC, pretende equipar as escolas com computadores, projectores, quadros interactivos, Internet de banda larga, cartão electrónico e computador portátil para o aluno e fomenta a integração e utilização das TIC, no processo de ensino-aprendizagem e na gestão escolar.

Mas nem tudo são rosas, pois a sua implementação em certas escolas não vai ser fácil, devido a resistências de ordem social, política e económica. Se há computadores, não há professores treinados para trabalhar com eles. Se há computadores e professores, não há alunos. Mesmo havendo professores motivados e capazes de usarem as novas tecnologias, estas não estão integradas no currículo das disciplinas. Se por um lado, os computadores vêm simplificar algumas tarefas, por outro lado, a burocracia é tanta que ainda se perde mais tempo e gasta-se mais papel. Também, a má utilização da tecnologia na sala de aula pode causar indisciplina e provocar atitudes não desejáveis. Oa alunos vêem os computadores como diversão e não como instrumento de trabalho, o mesmo acontecendo com alguns professores do currículo tradicional que querem dar a sua aula, escrever no quadro e não permitem a interactividade dos alunos porque pode causar barulho, indisciplina e pôr a autoridade e o papel do professor em causa.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Que implicações têm na educação as formas de comunicação e colaboração on-line?

Vivemos na geração de olhos postos no YouTube e Google e daí ser necessário reflectir sobre as novas estratégias de ensino-aprendizagem.

YouTube, Podcasting, Blogs, Wikis, RSS são palavras sonantes e representam um novo paradigma na utilização de novas ferramentas informáticas na educação.

Não basta usar tecnologia no ensino on-line para transmitir conhecimentos aos estudantes. Novas estratégias podem ser criadas e um grande número de actividades, possibilitando um ensino mais criativo e enriquecedor para os alunos dos diferentes graus de ensino.

Hoje em dia, os alunos da geração Net vivem mergulhados num mar de tecnologia do qual não podem abstrair: Telemóveis, camâras digitais, computadores portáteis, Internet interferem no modo como eles comunicam, estudam e interagem socialmente. Estes estudantes têm o seu blogue, jogam jogos de computador a 3 dimensões, fazem os seus próprios vídeos e editam em www.youtube.com, compilam diversos materiais para o seu portefólio digital. Absorvem informação de diversas fontes de forma síncrona e assíncrona. No artigo ‘Growing Up Digital: How the Web Changes Work, Education and the Ways People Learn’, John Seely Brown (2002) usa a metáfora ‘Learning Ecology’ para descrever este novo ambiente de aprendizagem, resultante do aparecimento de novas tecnologias.

Dentro do mundo da Web 2.0 (termo criado por O’ Reilly, em 2003), os estudantes (entre 12 e 17 anos), frequentemente, denominados por ‘digital natives’ produzem mais de 50% de conteúdo para a Internet. Eles estão envolvidos em actividades, tais como: criar um blogue, trabalhar numa página pessoal ou de escola, partilhar vídeos, fotografias, pequenas histórias ou relatos de férias. Ensino centrado no aluno, de um modo implícito ou explícito. Passámos de uma World Wide Web só de leitura para uma Web de leitura e escrita, uma plataforma interactiva, enriquecedora do ponto de vista das relações sociais. Evoluimos de uma Web estática (Web 1.0) para uma Web dinâmica de colaboração e participação (Web 2.0).

Falemos, agora, um pouco da Web semântica (Web 3.0), termo criado por Tim Berners-Lee. A ‘education semantic web’ baseia-se em três princípios: a capacidade de armazenar e organizar informação para uma consulta fácil, a capacidade dos não-humanos poderem vir a aprender e interagir como os humanos e o aumento da capacidade de comunicação da Web. A capacidade da Web semântica acrescentar significado à informação, proporciona grandes oportunidades à educação. Um elemento inovador desta Web 3.0 são os agentes (Teacher and Student Agents) que têm como finalidade aliviar o trabalho árduo de ensinar do professor e o de aprender dos alunos. Há a necessidade de classificar (‘tagging’) a vasta informação existente na Web.
Termino com a pergunta – Será que a Web semântica irá mudar a Educação?